Quando a Alegria é uma Escolha

A alegria pode ser um ponto de chegada ou um caminho, um jeito de se viver. Você pode escolher como quer sentir a alegria. Se logo quando acorda, você escolhe ser alegre no decorrer do dia, você se torna mais consciente das suas reações a cada situação. Você decide estar no controle das suas ações, prefere agir com alegria pelo seu próprio bem, simplesmente porque é mais gostoso sentir alegria do que tristeza, medo ou raiva.

Enxergo o sentimento de gratidão como alguém que abre o caminho para a alegria chegar. Quando você sente o seu coração inundado de gratidão, não há espaço para nada além de alegria. Por isso, os exercícios de gratidão são tão promovidos e incentivados. Para lhe ajudar a abrir espaço para a alegria, você pode pensar em algo pelo qual é muito grato(a), se concentrar nesse algo, de olhos fechados, respirar fundo, se conectar com esse sentimento de ser profundamente grato(a), e ficar ali por alguns instantes. Então, escolha carregar essa gratidão todos os dias.

A alegria é o motor para a sua motivação, é a energia que ilumina o brilho nos seus olhos. Para mim, a alegria é a manifestação do amor. Será que é possível amar sem sentir alegria? Acho que não. Por exemplo, quando fazemos algo por amor, sem desejar nada em troca, quando fazemos apenas porque realmente desejamos aliviar a dor de uma pessoa, por amor, sentimos uma imensa alegria no peito, um prazer enorme, ao ver o rosto da pessoa transformado, sem a dor que você ajudou a aliviar. Se não fizermos por amor, deixamos de sentir a alegria inicial da expectativa em ver o resultado no rosto da pessoa. Esse é apenas um exemplo, podemos ajudar o próximo, sem ver o rosto dele, mas se não acreditarmos que a ajuda será válida, também não sentiríamos aquela alegria, certo? Precisamos mais do que acreditar, ter certeza de que estamos promovendo o bem com as nossas ações, a fim de injetar alegria nas nossas ações, mesmo sem ver o resultado que esperávamos.

Escolha ser alegre por você mesmo, para a sua saúde, para viver melhor, para se sentir motivado com o dia que se inicia e as oportunidades que ele permite. Apenas sorria. Sorria para os outros porque você quer sentir alegria em você, independente se será correspondido ou não. De tanto cultivar a alegria dentro de você, através de sorrisos, de aceitar oportunidades, de buscar olhar o lado positivo de tudo, de inundar seu coração de gratidão, não reclamar aleatoriamente (ou seja, sem um objetivo produtivo)… de tanto escolher suas ações a partir da escolha de querer ser alegre, você perceberá que isso não é mais uma escolha pensada, mas sim um jeito de se viver, um estilo de vida emocionalmente saudável para você. Com o tempo, as pessoas ao seu redor vão perceber, e você vai se dar conta de que está rodeado(a) de pessoas alegres também, seja porque se inspiraram com o seu jeito de viver e também escolheram sorrir mais ou porque se identificaram com a sua alegria.

Você já tentou fazer essa escolha de ser alegre, vestir a alegria e sair na rua? Insistiu até perceber que a alegria havia sido plantada dentro de você? Chegou a perceber alguma transformação ao seu redor? Se sim, compartilhe a sua experiência aqui nos comentários, você pode inspirar alguém. Se não, o que acha de tentar?

Por Tatiana Cardoso

Por que você se frustra tanto? (Sob a perspectiva da pesquisa sobre Mindset desenvolvida pela phd Carol Dweck)

Talvez os conceitos de mentalidade de crescimento x mentalidade fixa podem lhe ajudar a responder a pergunta desse título. Bem resumido, a pesquisadora Carol Dweck explica que quem possui uma mentalidade de crescimento acredita que qualquer característica pode ser aprendida e aprimorada. Já as pessoas com mentalidade fixa acreditam que ou você possui essa característica ou não, ou você é inteligente ou não.
Pessoas com mentalidade fixa possuem mais dificuldades de retirar aprendizados das suas frustrações, pois quando não alcançam algo que esperavam, essas pessoas duvidam da sua capacidade. O foco delas passa a ser se culpar e se sentir fracassado. Os resultados que ela consegue são o que determinam a sua própria capacidade.
As pessoas com mentalidade de crescimento também ficam triste e se frustram, mas o foco delas é procurar saber onde elas podem melhorar para tentar novamente e não perderem uma próxima oportunidade, por exemplo.
A boa notícia é que você pode mudar o seu jeito de pensar e ver o mundo! Comece identificando qual é a sua reação frente às frustrações. E, então, passe a escolher o foco dos seus pensamentos, após uma frustração. Com o tempo, o seu foco no aprendizado e no seu próprio desenvolvimento será mais natural. Os conceitos desses dois tipos de mindset sugeridos pela phd Carol Dweck envolvem muito mais do que esses exemplos. Se quiserem, posso explorar mais em posts futuros. Para quem quiser se aprofundar, vale comprar o livro dela: Mindset.
Por Tatiana Cardoso

Apego

Acredito que ninguém busca tristeza ou infelicidade, de forma consciente. A pessoa pode fazer coisas que não lhe fazem bem, mas a intenção inicial, na maioria das vezes, é uma sensação boa, mesmo que momentânea. O apego é uma forma de buscar felicidade. A pessoa busca sensações positivas que a ideia de ter aquilo lhe traria. O objeto de apego tem várias formas. O budismo fala que pode ser do passado, do futuro ou do agora, por exemplo. Uma coisa eles têm em comum: fazem parte do mundo externo.

O apego é aquela vontade, quase que incontrolável, dentro de você. Uma sensação que toma conta do seu corpo e ocupa a sua cabeça. Algumas vezes, você pode pensar que não há felicidade sem o objeto de apego. Essa vontade é tão forte, como se houvesse uma força lhe puxando, a sua energia é totalmente mobilizada para conseguir aquilo pelo qual você tem apego.

O apego de algo do passado mobiliza uma energia incrível para algo que não existe mais. Quando se refere a algo futuro, uma situação que ainda não aconteceu, você também está investindo uma energia sua, do agora, em algo que não existe. Ambos (passado e futuro) são ilusões. Você está colocando parte da sua felicidade em situações ou pessoas que não existem. As pessoas mudam o tempo todo, cada instante que vivemos contribui para um novo eu, que aprende e se transforma com as novas experiências que vive. Então, quando você se apega a algo que está no futuro, você pode deixar de enxergar oportunidades que estão no agora, ao seu redor. Esse apego acaba sugando a sua energia e limitando a sua visão de caminhos que você poderia estar construindo agora.

Há o apego no agora também. Às vezes, você pode atribuir a sua felicidade a alguém ou a alguma coisa. Você dedica uma grande energia de esperança a essa situação, fica apegada a isso, e novamente limita as suas opções no agora. Acreditar nas pessoas que aparecem e nas novas situações como oportunidades é maravilhoso. O problema é quando nos apegamos a isso, e achamos que é a única saída para a nossa felicidade. O problema é depositar a sua felicidade naquele ou naquilo externo a você, e, não encontrar felicidade sem isso.

No agora, você pode entregar a sua sensação de realização ao consumo ou às coisas que você possui. Quando você já sentiu de perto o que é decepção, dedicar o seu apego a uma pessoa é muito arriscado, né? Ou, quando você já teve tão pouco, ou, sempre teve tanto e fica com medo de perder. São muitas as razões que fazem cada um se construir de uma forma e desenvolver apego a determinada coisa. Mas independente da história da pessoa, ela pode escolher ser completa sem esse apego.

Você percebeu que independente de qual seja o apego, todos sugerem que a sua felicidade, alegria ou realização está fixa em algo externo a você? E isso exige uma grande parcela do seu foco, da sua energia que poderia estar focada em você mesmo, de forma saudável. Mesmo quando você consegue o objeto de apego, é uma sensação instável, pois, em geral, ele traz alguma ansiedade. Seja ansiedade por medo de perder ou porque em maior quantidade, você sabe que aquele objeto lhe é prejudicial.

Agora que você está com uma visão mais ampla de como o apego pode se manifestar na sua vida e os seus possíveis efeitos negativos, que tal exercitar uma nova forma de buscar satisfação e felicidade? Como? Comece respirando fundo e prestando atenção em você, no seu corpo, nas suas emoções. Muitas vezes, o apego é uma fuga, para não olhar para você. Seja buscando gratificações imediatas ou buscando um passado para não olhar para a dor do presente ou tantas outras formas que vimos acima. Pode ser doloroso olhar para si, ver uma realidade que você não queria para si. Mas uma coisa pode ter certeza: se você continuar vivendo a vida da mesma forma, você terá os mesmos resultados que tem hoje. Então se você quer viver uma nova realidade, enfrente a realidade atual, promovendo as mudanças que precisa para viver a vida que deseja, para ser a pessoa que você quer.

Por Tatiana Cardoso

Vivendo em Outra Cultura

A mudança de cultura envolve muitas coisas. A cultura é formada pela história daquele país. E não é a história que o mundo conhece que constrói a sua cultura, mas como a nação se reconhece, como o povo conta a sua história. Quem os professores contam que foram os heróis, quais as conquistas e derrotas do povo que construiu esse país. Essa cultura engloba esses personagens e seus valores desde a época da colonização até os dias de hoje. Quando você chega de outro país, se depara com valores diferentes que podem ser melhores do que alguns dos seus e outros que podem lhe deixar frustrado por saber que poderia ser melhor. No entanto, a vida não para para você se adaptar a tudo isso. Até o que é bom da nova cultura exige uma adaptação, já que você viveu a vida toda agindo de uma outra forma.

Um exemplo dessas diferenças é na cultura americana, mesmo sendo tão próxima aos brasileiros. Você vai ouvir de americanos que os EUA é o país mais democrático e livre do mundo. Para eles, há muitos exemplos para confirmar isso, como a própria Constituição, onde as 10 primeiras emendas (The Bill of Rights) garantem direitos como liberdade de discurso, de praticar qualquer religião e de imprensa ao cidadão americano. E, também está nas três primeiras palavras da Constituição que diz “Nós, as pessoas” (“We the people”), significando que esta foi escrita pelo povo e para o povo, assim como deveria ser o governo deles. Na história contada, as pessoas comuns que vieram para os EUA, foram pessoas tão corajosas, bravas que se organizaram e combateram a força militar inglesa para alcançar a sua independência da Coroa Britânica. Essa história “empodera” os cidadãos americanos.

A nossa história contada, em geral, é de muito sofrimento e do quanto fomos vítimas. As piadas zombam dos índios os atribuindo uma passividade que prejudicou a continuidade da sua cultura e do seu estilo de sociedade. O povo brasileiro, mesmo com anos de colonização, sendo explorados com altos impostos taxados pela Coroa, não lutou pela sua independência dos colonizadores portugueses. A história da nossa independência diz que D. Pedro declarou independência, principalmente, porque não queria voltar para Portugal, conforme estava sendo convocado pela Coroa. Tudo isso que ouvimos influencia a formação da cultura. Até hoje, a maioria não tem coragem de requisitar seus direitos básicos ou não sabe como fazê-lo. A história  de abuso do povo e repressão continua a ser confirmada dia após dia. Por outro lado, as famílias parecem ser mais unidas do que em outras culturas (talvez porque, como dizem: nas dificuldades as pessoas se unem rs). É uma nação que se diz religiosa, na sua maioria, e recebe de braços abertos pessoas de outras nações.

No decorrer do texto, busquei falar sobre exemplos que pudessem embasar um pouco das tantas diferenças que não nos damos conta tão de imediato, justamente por serem tão parte da vida daquela nação.  Tentei colocar pontos positivos e negativos de ambos, não queria “puxar sardinha” para nenhum. O que é melhor ou pior depende de como cada pessoa quer viver e construir. Depende do que cada um se identifica e o que cada um valoriza na sua vida. Cada país tem a sua história e uma cultura completamente distinta da outra, a qual guia a forma das pessoas de interagirem entre si e até mesmo com as estruturas de poder. Inclusive a forma de agir da própria autoridade muda bastante de um país para o outro. Enfim, formas de pensar e jeito de agir que antes eram automáticos, agora exigem uma maior reflexão. Precisamos entender quem somos, como conseguimos o que precisamos onde estamos e entender como devemos agir. E, então, vamos nos reconstruindo nesse novo mundo que estamos vivendo, nessa nova cultura.

Por Tatiana Cardoso

Falta de Motivação

Tudo o que você precisa está dentro de si. Mas, às vezes, você está vivendo um momento em que é muito difícil acessar o seu coração. Quando se está muito magoado e ferido, fica difícil entrar em contato com a motivação, com o amor-próprio ou com a força que precisa para agir. É como se todos esses sentimentos positivos estivessem envoltos por camadas duras de serem penetradas. E você vai se afastando cada vez mais dessa força interior, acreditando em pensamentos de desvalia de si, ou de culpa, ou de vitimização. Quanto mais acredita em pensamentos assim, mais alimenta sentimentos de tristeza, de angústia, de injustiça, de solidão (mesmo estando rodeado de pessoas). E os dias não aliviam.

Saiba que há uma região no cérebro responsável pelas emoções (sistema límbico) e quando esse sistema está superativado, a tendência do ser humano é se manter em sensações negativas. Ou seja, se já está tristes, é mais provável que veja coisas tristes e negativas. O sistema límbico é por onde passa tudo o que recebe do mundo. Ele dá a cor da emoção para cada coisa que você vê, é a sua interpretação emocional e, só, então essa informação é racionalizada e armazenada na memória. Então, pense comigo, se você continuar assim, acreditando nesses pensamentos e sentindo o que está sentindo, você vai continuar assim.

Como mudar? Só você pode sair dessa armadilha de pensamentos e sentimentos negativos. Encontre a sua forma de fazer isso. Não espere a motivação cair no seu colo, porque ela já está dentro de você. E se está com dificuldade de acessá-la, você precisa fazer algo. Comece se cercando de atividades que fazem você se sentir bem, atividades que elevem o seu espírito e os seus sentimentos. Faça uma lista de coisas que lhe equilibram emocionalmente. Pode ser ouvir uma música, falar com alguém importante para você, conhecer pessoas novas, estar em contato com a natureza, ajudar alguém, fazer alguém sorrir, dar risada, fazer um diário de gratidão, buscar apoio profissional… Comece a agir para que seus sentimentos possam fluir e não fixados no negativo.

Os pensamentos e sentimentos influenciam o organismo físico. Experiências prazerosas descarregam hormônios no nosso organismo diferentes dos que são descarregados em situações de medo, ou estresse, por exemplo. E o corpo físico reage de diferentes maneiras a cada situação. Os músculos se contraem na situação de estresse, o que por muito tempo, pode gerar fatiga e exaustão mental. Cuide dos seus pensamentos, faça atividades que gerem sensações de alegria e prazer, que sejam saudáveis para o seu corpo físico. Aos poucos você vai ver um colorido diferente no mundo. E, assim, você conseguirá se conectar com a sua força interior para você investir na mudança que quer ver na sua vida. – Tatiana Cardoso

Tristeza e Solidão

Parece que há dias que são assim. Conforme o dia vai passando, você pensa nas coisas que tem para fazer, nas obrigações que precisa resolver e não sente vontade para começar nada. Você pensa que talvez alguém poderia lhe ajudar a fazer as coisas. Essa ajuda iria lhe trazer o gás que você precisa para fazer as atividades que precisa ou que gostaria. Mas, há dias que são assim: ninguém pode lhe ajudar. Você só pode contar com você mesmo para ver as coisas resolvidas. Aí, você sente uma solidão. E não demora para bater aquela tristeza no peito. O que fazer quando não se tem motivação para fazer o que precisa? Como  fazer quando você não pode contar com ninguém e a solidão se mostra?

Você fica esperando uma ajuda, alguém para lhe salvar das suas dificuldades. Afinal, você ajuda tanto as outras quando elas precisam, não é? Por que não podem fazer por você quando precisa? E aí, a cada pensamento, vai se sentindo mais sozinho e mais triste. Os pensamentos vão se reunindo para justificar essa tristeza, para dizer que você está com a razão por estar parado, esperando um salvador. Difícil ler isso, né? Que você quer um salvador. Mas vendo a situação com frieza, é isso que você está querendo que a outra pessoa seja. Às vezes, o salvador é uma situação, um resultado, um sinal que é esperado para só então sentir a motivação necessária e tomar a ação por si mesmo. E, então, enquanto espera, em vez de resolver os problemas, em vez de cumprir com as obrigações do dia a dia, aquela tristeza vai lhe prendendo, aumentando a sensação de solidão e culpando o mundo por você estar onde está hoje.

Quando você está assim, você está tirando a responsabilidade da sua vida de si mesmo. Já se deu conta disso? Seus pensamentos lhe dizem que não, que você só queria uma ajuda, uma companhia, um retorno por ter ajudado os outros. Esses pensamentos lhe colocam como vítima. Vítima dos outros, do mundo, da sua própria vida. Agora que você está aqui, lendo esse texto, você pode tomar uma decisão: você quer ser vítima da sua vida, do seu agora, do seu passado ou quer ser dono do seu agora e do seu futuro? Se você decidir ser dono do seu agora, comece por ser dono dos seus pensamentos e seus sentimentos. Não é fácil, mas é um exercício para a sua vida.

Tome consciência do que está passando dentro de você e reflita em como você pode ser justo com você. Quando começar um ciclo de tristeza e solidão, quando se sentir parado, em vez de se deixar levar pela onda de pensamentos e culpar o mundo, pause e reflita. Reflita sobre quais pensamentos e emoções vão lhe ajudar. Você pode pedir ajuda, o que não lhe faz bem é esperar uma ajuda que não está disponível. Você não pode controlar se o mundo é justo com você, mas pode controlar se é justo consigo mesmo. Tome a responsabilidade do agora, da sua vida. Seja o seu próprio salvador.

Por Tatiana Cardoso

Desafios Emocionais da Mudança de País

Converso com brasileiros que estão morando em outro país e a maioria concorda que os desafios são muitos. Além das questões que precisam resolver no seu dia a dia, soma-se a distância de pessoas queridas. Toda essa nova realidade gera um turbilhão de emoções que só quem já passou por isso pode entender. Ressalto que não estou falando das pessoas que vão passar temporadas ou períodos determinados em outro país, mas daquelas que realmente se mudaram para construir a sua vida nesse novo lugar.

Problemas do cotidiano, que antes a pessoa resolvia num instante, no novo país se tornam bem diferentes. Ela precisa saber não só como falar tudo na nova língua, mas qual a melhor forma de encaminhar o assunto, já que está inserida numa nova cultura, onde as pessoas tratam a questão de uma nova maneira e o funcionamento das instituições é outro.  No seu país de origem, você sabe como é todo o processo de alugar uma casa e imposto de renda, por exemplo. No Brasil, você sabe com quem falar e como falar para resolver qualquer inconveniente que surja na casa onde mora. Tudo isso muda no novo país. Passar por processos que você já dominava no seu país de origem, encontrar dificuldades e precisar reaprender tudo novamente exige muita paciência e pode abalar a autoestima da pessoa. Principalmente, se ela for ansiosa, já estivesse acostumada a ter independência e responsabilidade por tudo na sua vida antes da mudança e agora encontra dificuldade em coisas básicas na sua vida.

Outro desafio é a distância dos amigos e família que ficaram no Brasil. E esse ponto é bem delicado, porque a distância física é algo que você já sabia que iria enfrentar ao decidir se mudar (o que não diminui a saudade). Mas e a distância emocional? Em muitos casos, não imaginamos o quanto a nossa relação pode mudar em decorrência da distância. Às vezes, a pessoa que se mudou vive uma realidade tão distante dos amigos que ficaram no Brasil que, por mais amor que eles tenham pela pessoa, eles podem não conseguir lhe ouvir e lhe compreender como antes. Por ser uma realidade tão diferente da que eles vivem, eles acabam lhe julgando, às vezes desmerecendo o peso dos desafios pelos quais você está passando.

De todas essas mudanças que a pessoa passa ao construir a sua vida em outro país, os maiores desafios são emocionais. Ou seja, por mais experiente e capaz que a pessoa seja no seu país de origem, ao chegar no novo país, ela pode se sentir menos capaz, porque está aprendendo coisas básicas, práticas e de relacionamento com as pessoas dessa cultura. Esse processo natural de aprendizado leva um tempo e pode ser um baque para a auto-confiança da pessoa que passa por isso. Além da possibilidade de se sentir mais sozinha do que ela imaginava, pois não consegue ter o mesmo apoio dos amigos que tinha antes.

O Desenvolvimento Pessoal pode lhe ajudar nesse processo, resgatando os seus pontos fortes e como aplicá-los na sua nova realidade de vida. Marque uma primeira conversa conosco e saiba mais.

Por Tatiana Cardoso

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O Programa de Desenvolvimento Pessoal é para você?

O Programa de Desenvolvimento Pessoal é formado por até 10 sessões (semanais ou quinzenais), online, com duração de até uma hora cada. O objetivo é que você perceba o que pode fazer por si mesmo, para tomar o controle da direção da sua vida, rumo ao que você realmente quer viver. Para isso, durante as sessões, você irá refletir sobre quais são os seus talentos, como aplicá-los no seu dia-a-dia, quais são seus objetivos e o que você pode fazer hoje para alcançá-los.

Hoje em dia, diversas informações chegam até você, por diversos canais online, o tempo todo. Você consome imagens, textos e vídeos que muitas vezes nem pediu para receber. E cada notícia, cada mensagem, provoca uma reação que nem sempre é percebida. Ao final do dia, você passou por um turbilhão de sensações e pensamentos, além daqueles que foram provocados pelo seu dia “offline”. E, depois disso tudo, você ainda tem os seus sonhos, aquilo que você quer colocar em prática na sua vida, conquistas grandes ou pequenas que você deseja, mas falta tempo, falta cabeça, falta autoconfiança, falta motivação. Aí lhe pergunto, será que falta tempo ou foco? Falta cabeça ou falta você ser prioridade no seu dia? Falta autoconfiança ou falta começar a trabalhar para começar a ver o resultado?

O mundo não para e nem vai parar, as notícias vão continuar aparecendo, a sua vida vai continuar seguindo o caminho que está hoje e o resultado que você quer ver não vai acontecer sem o seu trabalho na direção dele. Se a sua vida não está na direção do que você quer viver, o que você está esperando para chegar nesse lugar que você sonha? Você pode transformar a sua realidade para melhor, para aquela que você sonha viver. Não é de uma hora para outra, e dependendo da mudança que deseja, você pode passar a vida fazendo por onde para ser o seu ideal. Mas é você quem faz a escolha do que vale a pena viver. Só você pode responder se todo esse processo de transformação na busca do que deseja vale a pena ou não. Tudo depende do quanto esse objetivo lhe move, inspira, entusiasma. O processo para chegar lá, sem dúvida, é trabalhoso. Por isso, o tamanho da satisfação ao alcançar o resultado deve ser algo imensurável para você.

Às vezes, o que lhe move hoje é justamente querer ter esse objetivo. Você não sabe dizer para onde a sua vida está indo e isso lhe causa uma angústia, uma sensação de estar perdido, um misto de ansiedade e medo. O processo de definir o seu objetivo é algo que vai lhe acompanhar para a vida toda. Um objetivo não é necessariamente algo fixo que você de fato precisa alcançar. Mas deve funcionar como um orientador para as suas decisões no dia a dia. E em determinado momento da vida, pode fazer mais sentido para você, abrir mão desse objetivo e escolher outro, ou ajustar, ou refinar o objetivo inicial. E então você redefine o seu objetivo.

Caso você queira definir um objetivo para a sua vida, de forma a visualizar como você vai expressar o seu potencial no mundo. Ou caso você deseje transformar alguma característica sua que não lhe ajuda a viver a vida que gostaria. Ou ainda se você sabe o que quer, mas não sabe como alcançar, você pode se beneficiar do Programa de Desenvolvimento Pessoal.

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Por Tatiana Cardoso